quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Primeiros passos...

Como prometido, cá estou eu trazendo dados, fatos inúteis e todas essas outras bobagens que fazem de uma viagem algo interessante. Bem, vamos por etapas...
Saímos do Rio dia 22 às 16 h e 30 min e chegamos em Posadas por volta das 19h do dia 23. Só esse trajeto já rende muitos textos, mas como tô precisando economizar tempo, dinheiro e o que mais puder faltar... Enfim, acabou se confirmando nossa teoria inicial, qual seja: a viagem seguirá qualquer coisa, menos o roteiro. Nós, que pretendíamos sair de Posadas direto para Salta, tivemos de passar um dia na cidade. Como era de se esperar, ninguém sai ou chega de lugar nenhum no dia 24, restando-nos apenas aproveitar até às 2h da manha (desculpem os problemas gramaticais, mas o teclado ñ é dos melhores...) do dia 25. Nos hospedamos em um hotel baratinho, cuja dona é uma velhinha bastante simpática e que adora novelas brasileiras e conversar, sobre qualquer coisa e com qualquer um.
Diante de tantas possibilidades, decidimos ir ao Paraguai. É, realmente ir ao Paraguai na véspera de natal pode ñ parecer um evento lá muito convidativo e de fato ñ o é. Em dia algum. Fomos a uma das maiores cidades do país (Encarnacion) e o que nos deparamos foi exatamente com a imagem que poderia ser tomada como preconceituosa, etnocêntrica ou qualquer outro tipo de coisa politicamente incorreta: ruas imundas, lama por todos os lados, miséria, todo tipo de cacareco falsificado e tudo isso regido por um calor infernal.
Já à noite em Posadas, depois de um belo macarrao com salsicha, fomos prum boteco fazer hora até a chegada do ônibus. Algumas Quilmes (nossa melhor amiga até agora) depois, pegamos um taxi até a rodoviária. O taxista, por sinal, era uma figura à parte: em 10 min ele conseguiu contar algumas estórias dele, de outras pessoas e uma piada daquelas intermináveis no melhor estilo "três homens - um japonês, um judeu e um gago - morreram e ao chegar no inferno foram perguntados quantas vezes comeram sua mulher durante toda a vida...". Depois de mais algum tempo na rodoviária vazia, preenchida apenas por nós, por outros passageiros e por criancas e vira-latas que vagavam por ali, pegamos o ônibus até Tucuman. A viagem foi longa (cerca de 16h), porém divertida. Muitos filmes questionáveis, palavras cruzadas (confesso: eu trouxe 4 revistas) e músicas que me fizeram ter saudade do Amado Batista. Pausa: reconhecida a dívida.
No final teve até um bingo e eu saí com uma garrafa de vinho, nada mal... De lá, partimos finalmente à Salta. 3h embaladas por "Gladiador" (iei!) e finalmente nos deparamos com "La linda". Ainda ñ foi possível ter muitas percepcoes, mas acredito que passaremos um bom dia nesta cidade. Daqui o próximo destino é La Quiaca e passamos à fronteira com a Bolívia.
O texto pode estar causando um certo estranhamento. Talvez claro e objetivo demais, mas acredito que o que eu quero seja mesmo a falta de entrelinhas. Pelo menos por agora.

Um comentário:

Anônimo disse...

a falta de entrelinhas nos primeiros passos é realmente um pecado.