Tal como imaginava, a lacuna na tela traz a sensação de que foi uma idéia idiota. Encerra-se a primeira linha e a certeza traça seus contornos: sim, foi uma idéia idiota. Meses olhando pela janela dos ônibus, os joelhos apoiados no banco da frente e a cabeça sempre pesando, oscilando, tentando se manter erguida e atenta; já estava no Aterro. E mais uma vez - em meio a canções (isso rende outro texto) e pensamentos ao mesmo tempo óbvios e tresloucados - surge o imperativo: espaço.
Muda-se o título.
Sem saber muito bem se era certo, atada às inibições de sempre, abre-se a porta. A entrada acontece."Com licença". Pra ninguém. As paredes ainda parecem estranhas, o piso um tanto escorregadio para as sandálias rasteiras e os dedos longos, o desenho das sancas e as janelas descortinadas...
Mas, aos poucos, vai se tornar meu.
Muda-se o título.
Sem saber muito bem se era certo, atada às inibições de sempre, abre-se a porta. A entrada acontece."Com licença". Pra ninguém. As paredes ainda parecem estranhas, o piso um tanto escorregadio para as sandálias rasteiras e os dedos longos, o desenho das sancas e as janelas descortinadas...
Mas, aos poucos, vai se tornar meu.
2 comentários:
maneiro, cê escreve gosta de escerver e ainda escreve bem...
o que não é nosso a gente conquista! o espaço! o tempo! e tudo o que está entre isso
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