Deito no chão.
Fecho os olhos tentando editar cada detalhe da noite 13.
Passa
"De dia 20 não passa!" - grita a mocinha dentro da gaiola.
Mas bate o mesmo som, o cheiro dos azulejos, os pêlos. Como Dora, criou os maiores e mais pavorosos monstros para afugentar o beliscar adolescente.
A angústia, a escada, o sereno: algo de transparente e belo escorre; borbulha sem que nada mais possa ser feito.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Tudo começa a cansar, o cheiro do corpo começa a dar preguiça.
Explodem na fantasia as folhas, os cachos.
O caminhar, destinado e desmedido.
... Seria mesmo preciso saber aonde ir para chegar?
Em meio a todas as ansiedades e diante da impaciência com o tempo alheio, vejo a brisa morena de mais uma terça. Preciso registrar, mas que se foda!
Tudo muda de lugar quando aquilo irrompe.
E ele vem: macio e imponente, leve e misterioso, incisivo e enluarado brincar no meu quintal.
[ Como seria se eu fugisse naquele trem, mergulhasse nas palavras ao invés de viver para interpretá-las?]
E se abre; desejo lamber, mordar, testar.
Não sei se posso devorá-lo, grudá-lo à minha carne a tal ponto que a membrana já não faça diferença.
Corro. Mais tarde se vê.
Explodem na fantasia as folhas, os cachos.
O caminhar, destinado e desmedido.
... Seria mesmo preciso saber aonde ir para chegar?
Em meio a todas as ansiedades e diante da impaciência com o tempo alheio, vejo a brisa morena de mais uma terça. Preciso registrar, mas que se foda!
Tudo muda de lugar quando aquilo irrompe.
E ele vem: macio e imponente, leve e misterioso, incisivo e enluarado brincar no meu quintal.
[ Como seria se eu fugisse naquele trem, mergulhasse nas palavras ao invés de viver para interpretá-las?]
E se abre; desejo lamber, mordar, testar.
Não sei se posso devorá-lo, grudá-lo à minha carne a tal ponto que a membrana já não faça diferença.
Corro. Mais tarde se vê.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
dentro
Acordei procurando pela poesia perfeita e pela melodia irretocável. Quis desenhar a caverna mais confortável, dentro da qual eu pudesse com toda segurança revirar organizar e novamente espalhar tudo o que fervilha nos interstícios. As saudades prematuras, a insegurança diante de tudo que me aguarda indiferentemente atrás da janela... Porra!
Pude chorar, não por melancolia ou desespero, mas por ter conseguido olhar as minhas próprias carências e assumi-las sem que isso me parecesse uma amputação. Sim, era eu e jogar fora havia finalmente deixado de ser um imperativo. Tenho devaneios, ansiedades, paixões. Afinal, que mal há nisso?
Um telefonema pareceu uma boa idéia. Desconexo, é certo, mas isso não me preocupa. Acredito que as retas já se traçaram de tal forma que, por mais densas que sejam as palavras, não seriam elas capazes de descartar aquilo que se consolidou para além de qualquer vontade ou controle.
(sim. é pra você)
Pude chorar, não por melancolia ou desespero, mas por ter conseguido olhar as minhas próprias carências e assumi-las sem que isso me parecesse uma amputação. Sim, era eu e jogar fora havia finalmente deixado de ser um imperativo. Tenho devaneios, ansiedades, paixões. Afinal, que mal há nisso?
Um telefonema pareceu uma boa idéia. Desconexo, é certo, mas isso não me preocupa. Acredito que as retas já se traçaram de tal forma que, por mais densas que sejam as palavras, não seriam elas capazes de descartar aquilo que se consolidou para além de qualquer vontade ou controle.
(sim. é pra você)
quarta-feira, 29 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
Enjoy the silence
As horas correram e a semana parece mais um apanhado de fotografias amareladas. Lindas e retocadas pelos dedos que apenas a imperfeição pode deslizar.
Preciso entender, repaginar, recriar a maldita linearidade.
Que venham os dias com toda a sua sonolência! Assim, quem sabe, por contraste visual ele vença.
Preciso entender, repaginar, recriar a maldita linearidade.
Que venham os dias com toda a sua sonolência! Assim, quem sabe, por contraste visual ele vença.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
No escuro
Não entendi, continuo sem entender e talvez jamais entenda.
Dentes, unhas, cílios, pernas.
Desejos, t(r)emores, a escuta já inebriada pelo compasso incessante e delicioso que orientava meus passos... A obscuridade era tamanha que eu já não podia mais esperar por definições. As horas brincam diante de mim ao mesmo tempo que me convidam a mudar o foco. O olhar, porém, mantém sua estática, de tal maneira que mais uma vez eu já não conseguisse ver mais nada além.
Mas é pouco. Percebo que a redoma foi colocada por e apenas por mim e que o bege me escapa. Desaparece, enlouquece, até que ressurgem finalmente os olhos infantis por trás da cortina. Vem o alívio e novamente a incerteza impõe o caos.
Questiono, busco, espero. O tempo continua a deslizar e a ilusão, enfim, acaba por se desfazer.
A vontade não cessa.
Dentes, unhas, cílios, pernas.
Desejos, t(r)emores, a escuta já inebriada pelo compasso incessante e delicioso que orientava meus passos... A obscuridade era tamanha que eu já não podia mais esperar por definições. As horas brincam diante de mim ao mesmo tempo que me convidam a mudar o foco. O olhar, porém, mantém sua estática, de tal maneira que mais uma vez eu já não conseguisse ver mais nada além.
Mas é pouco. Percebo que a redoma foi colocada por e apenas por mim e que o bege me escapa. Desaparece, enlouquece, até que ressurgem finalmente os olhos infantis por trás da cortina. Vem o alívio e novamente a incerteza impõe o caos.
Questiono, busco, espero. O tempo continua a deslizar e a ilusão, enfim, acaba por se desfazer.
A vontade não cessa.
Assinar:
Postagens (Atom)