sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cabernet

Deito no chão.
Fecho os olhos tentando editar cada detalhe da noite 13.
Passa
"De dia 20 não passa!" - grita a mocinha dentro da gaiola.
Mas bate o mesmo som, o cheiro dos azulejos, os pêlos. Como Dora, criou os maiores e mais pavorosos monstros para afugentar o beliscar adolescente.
A angústia, a escada, o sereno: algo de transparente e belo escorre; borbulha sem que nada mais possa ser feito.

2 comentários:

Daniel Massa disse...

gostei da métrica dos versos.

Anônimo disse...

se nada mais pode ser feito.

bela métrica. rs