domingo, 12 de maio de 2013

Maria-mole

Senti o frio
Esqueci.

Rente a mim, permanecia
Gemi sem conseguir
Ignorar;




odeio você.





Odeio.


Rebuscando as linhas do feto que mal sorriu
Tecendo os olhos do sonho que perdi
Italianamente esquecida. Brasileiramente linda.

             Zombas do que sobra.
Do cuspe que me resta
E onde ainda grita eu?

Idilicamente embriagada
Na esperança de um dia ser nua
Hoje.
Agora. Pra sempre.

Um dia, quem sabe, sorrirei diante do riso
Moreno. Como quem vê o bancário, a manicure.
                    Amando. E em paz.