quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rebentou... E agora?




Substantivo abstrato.
Sem dúvidas, criei, sofri, briguei, morri e desejei. Foi tanto, que senti frio.

O livro foi lançado? Foi, sim, senhor! 
Escrevi tal como ela recomendou? Escrevi, sim, senhora!
Trabalho e resenha quase enviados? Os prazos aplaudiram, sem dúvidas.

Acadêmicos do Salgueiro: nove ponto oito!

“Rebento raro como flor na pedra, rebento raro como trigo ao vento... “
Posso só citar e deixar-me de lado, assim, só um pouquinho? Escrota, dentro do esgoto.

Com alguns corações, ideais, projetos... Eu devia formar umas três ONGs de tanta boa vontade.
Mas não sou assim, não quero sê-lo e não o serei.  A cada sensação de abatimento...
EU REBENTO!

Penso em citar tanta gente que já me sinto em paz.
Ah! Quantos já sofreram em meu lugar!
 Penso em olhar no Google a Elis berrando minha dor.
Finalmente, um grito afinado! 
Nove ponto nove?

“E o coração dizendo: - Bata!”
Ok, farei  isso.
Quando eu assim desejar. Eu disse EU, fui clara?
Sei que estou vivendo,  mas posso esvaziar o copo.


Foda-se.