Substantivo
abstrato.
Sem dúvidas,
criei, sofri, briguei, morri e desejei. Foi tanto, que senti frio.
O livro foi
lançado? Foi, sim, senhor!
Escrevi tal como ela recomendou?
Escrevi, sim, senhora!
Trabalho e resenha quase enviados? Os prazos aplaudiram,
sem dúvidas.
Acadêmicos
do Salgueiro: nove ponto oito!
“Rebento raro
como flor na pedra, rebento raro como trigo ao vento... “
Posso só
citar e deixar-me de lado, assim, só um pouquinho? Escrota, dentro do esgoto.
Com alguns
corações, ideais, projetos... Eu devia formar umas três ONGs de tanta boa vontade.
Mas não sou
assim, não quero sê-lo e não o serei. A
cada sensação de abatimento...
EU REBENTO!
Penso em citar tanta gente que já me sinto em paz.
Ah! Quantos já sofreram em meu lugar!
Penso em olhar no Google a Elis
berrando minha dor.
Finalmente,
um grito afinado!
Nove ponto
nove?
“E o coração
dizendo: - Bata!”
Ok,
farei isso.
Quando eu
assim desejar. Eu disse EU, fui clara?
Sei que
estou vivendo, mas posso esvaziar o
copo.
Foda-se.