Não entendi, continuo sem entender e talvez jamais entenda.
Dentes, unhas, cílios, pernas.
Desejos, t(r)emores, a escuta já inebriada pelo compasso incessante e delicioso que orientava meus passos... A obscuridade era tamanha que eu já não podia mais esperar por definições. As horas brincam diante de mim ao mesmo tempo que me convidam a mudar o foco. O olhar, porém, mantém sua estática, de tal maneira que mais uma vez eu já não conseguisse ver mais nada além.
Mas é pouco. Percebo que a redoma foi colocada por e apenas por mim e que o bege me escapa. Desaparece, enlouquece, até que ressurgem finalmente os olhos infantis por trás da cortina. Vem o alívio e novamente a incerteza impõe o caos.
Questiono, busco, espero. O tempo continua a deslizar e a ilusão, enfim, acaba por se desfazer.
A vontade não cessa.