Já não sei mais como fazer isso...
Apaga-se novamente, e mais uma vez.
Me falta o compasso. Método? Nunca tive...
Tento desistir: o coice, o romper dos pontos já tão mal consolidados.
Quem dera a retidão do temor me acompanhasse todo o tempo... Mas junto a ela irrompe o labirinto de sorrisos, mãos, o esverdeado que faz perder a conta e derrama ladeira abaixo as parcas certezas criadas em horas de devaneios.
Posso? Mereço? Desejo.
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Coisas da Vila
Eu, aguardando uma pessoa. Naquelas situações em que você não sabe qual meio de transporte a criatura se encontra, fazendo com que você fique olhando para todos os lados, talvez descartando os bueiros (quer dizer...). Estou com uma caixa de papelão com um pudim de leite condensado diet apoiado em uma mesinha de bar onde eu me mantinha para passar o tempo. Sério.
Um senhor se aproxima de mim. Feições rosadas e uma sensação de alívio que me fez pensar no que diabos ele tinha usado. Quem poderia, afinal, estar tão satisfeito numa quinta às 19h? Ele me pergunta se posso ficar com a neta dele enquanto ele ia ao banheiro. Meio sem saber o que fazer, aceito. O avô risonho deixa a menina, uma mochila e uma espécie de teletubie (ok, eu não sei escrever isso) de pelúcia. Começo então a (me) distrair a menina, já que nos meus devaneios paranóicos e com o meu arsenal "Aguinaldo Silva" debaixo do braço, eu já me preparava para a possibilidade de ter ganhado uma criança de presente. O tempo passa, a menina de quase dois anos começa a chorar e o pudim a sacudir sobre a mesa, que bambeava sobre pedras portugesas.
Quando eu já estava começando a ficar efetivamente preocupada, o avô ainda mais sorridente - se é que isso é possível - reaparece com duas latas de cerveja nas mãos. Me oferece uma e pergunta e diz que eu sumi de um bar próximo à minha casa e de onde ele dizia me conhecer. Diante da minha resposta de elevador, ele sorri, agradece e parte com a menina, que naquele momento já era quase minha melhor amiga. A cerveja fica e eu continuo a esperar. Sabe-se lá até quando.
Um senhor se aproxima de mim. Feições rosadas e uma sensação de alívio que me fez pensar no que diabos ele tinha usado. Quem poderia, afinal, estar tão satisfeito numa quinta às 19h? Ele me pergunta se posso ficar com a neta dele enquanto ele ia ao banheiro. Meio sem saber o que fazer, aceito. O avô risonho deixa a menina, uma mochila e uma espécie de teletubie (ok, eu não sei escrever isso) de pelúcia. Começo então a (me) distrair a menina, já que nos meus devaneios paranóicos e com o meu arsenal "Aguinaldo Silva" debaixo do braço, eu já me preparava para a possibilidade de ter ganhado uma criança de presente. O tempo passa, a menina de quase dois anos começa a chorar e o pudim a sacudir sobre a mesa, que bambeava sobre pedras portugesas.
Quando eu já estava começando a ficar efetivamente preocupada, o avô ainda mais sorridente - se é que isso é possível - reaparece com duas latas de cerveja nas mãos. Me oferece uma e pergunta e diz que eu sumi de um bar próximo à minha casa e de onde ele dizia me conhecer. Diante da minha resposta de elevador, ele sorri, agradece e parte com a menina, que naquele momento já era quase minha melhor amiga. A cerveja fica e eu continuo a esperar. Sabe-se lá até quando.
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