terça-feira, 10 de março de 2009

origami...

















O hiato durou mais do que o planejado. Fevereiro teve a fertilidade que merecia: taróis, calçadas, capítulos, rizom(?)as, medo do dia seguinte e outras coisas que povoam esses períodos de inércia. Sem reclamações, por favor, apenas justificativas...

Tá!

Em meio ao armário pelo avesso cotidiano, encontro então algo que desperta meu interesse. Estava ali, por inteiro, sabe Deus por quanto tempo... Rabiscos e traçados desconjuntados que me deixaram ainda mais intrigada. Mesmo assim me pareceu possível tentar dar alguma forma.

Ai, como eu queria que ela explodisse aos meus olhos, estridente, desesperada!

Mas ela se esconde, me transporta aos dez anos e o medo do movimento errado, do vinco estúpido... O que eu faço com isso? Acabo me atrasando, começo a achar que os horários já tão bem estabelecidos não fazem mais tanto sentido. Posso tomar uma água?

Aterrissando. O tato, já amedrontado e (re)disciplinado, me deixa às voltas com mil lacunas que acabam por deixar meu encontro com a folha pra outro dia...